Acupuntura

A acupuntura é um tipo de intervenção milenar que ainda não é muito bem compreendida em países do ocidente, principalmente por conta da enorme diferença cultural que existe em relação a alguns países do oriente, como China, Coréia e Japão, precursores dela. Ela pode ser resumida como uma terapia que se utiliza de agulhas, para estimular pontos específicos com o objetivo de equilibrar a energia da pessoa e sua interação com o meio ambiente.

O grande abismo que separa os princípios da acupuntura com os da nossa medicina ocidental é justamente este conceito de energia. Esta não pode ser visualizada ou tocada e apenas pessoas mais atenciosas conseguem senti-la, tornando difícil provar sua existência, sem que a pessoa passe por uma experiência específica, seja em uma sessão de tratamento ou mesmo prestando muita atenção ao corpo em várias situações do dia-a-dia.

Para tentar explicar esta energia, é possível fazer uma comparação mais simples. Todos nós temos milhares de veias e artérias, grandes e minúsculas, como um encanamento extremamente complexo, responsável em garantir que cada milímetro do corpo seja nutrido com o sangue. Para a acupuntura, existe uma segunda rede complexa de transmissão, que carrega a energia, que também nutre nosso corpo todo. Este sistema complexo permite que a energia seja levada de forma equilibrada a todos os tecidos, órgãos, vísceras, músculos, tendões, ossos, etc. Neste caso, ela acredita que as dores e as doenças são alterações no equilíbrio energético, seja no fluxo ou na concentração. Por exemplo, uma dor de cabeça em pressão pode ser interpretada como um excesso de energia na cabeça, devido a algum bloqueio em níveis inferiores, ou em algum órgão ou víscera que tenha relação com a cabeça; problemas respiratórios podem ser vistos como uma fraqueza energética do pulmão; dores nas costas podem estar associadas a um desequilíbrio entre os dois principais tipos de energia (Yin e Yang) do rim.Uma vez identificada a presença e os trajetos desta rede de vasos que transportam a energia, os estudiosos (por volta de cinco mil anos atrás) descobriram que ela poderia ser alterada e controlada por meio do estímulo de pontos específicos. Como válvulas e torneiras de um encanamento, estes pontos teriam o efeito de equilibrar o fluxo da energia, caso fossem estimulados corretamente. Após estimular com dedos, pedras, pedaços de madeiras, plantas e partes de animais, finalmente chegou-se a agulha que temos hoje. A agulha seria o material mais evoluído que temos agora, responsável por estimular os pontos de nosso corpo que auxiliam nos tratamentos energéticos.

 

Indicações de acupuntura

As indicações são diversas, mas as principais costumam ser por conta de dores, dificuldades para dormir e controle da ansiedade e do estresse. Tratamentos mais complexos como tumores, problemas de coração, alterações hormonais, entre outros, devem estar sempre acompanhados por médicos especialistas, fazendo um trabalho em conjunto, quando indicado.

 

Cuidados antes da acupuntura

Antes de se submeter a uma sessão, é importante que a pessoa não esteja de jejum prolongado, se alimentando pelo menos uma hora antes. Outra orientação é que evite tomar café preto, chá preto, chupar balas ou ingerir qualquer coisa que possua corante que altere a coloração da língua, pois isto pode prejudicar a avaliação. Também é importante que não deixe de usar os remédios que tem costume, para chegar à consulta o mais próximo do habitual.

 

Como é a sessão de acupuntura

Uma sessão de acupuntura se inicia com a avaliação energética. Nesta avaliação serão identificadas as causas dos distúrbios que geram os sintomas na pessoa, através de uma entrevista (anamnese ? questionários com diversas perguntas associadas aos hábitos de vida, presença de doenças, histórico familiar, sintomas, queixas, etc) e da observação dos pulsos, da língua, olhos e outras tantas características, que variam conforme a técnica que o profissional irá utilizar.

Depois de identificadas estas causas, os pontos serão escolhidos, iniciando-se assim, a inserção das agulhas. Na maioria das vezes a pessoa fica deitada de 15 a 25 minutos com as agulhas, que são esterilizadas e descartáveis, sendo quase nulo o risco de infecção ao paciente. Ao terminar o tempo, as agulhas são retiradas e as mudanças e melhoras podem ser sentidas tanto imediatamente pela pessoa como apenas após alguns dias, variando conforme cada caso e dependendo da sensibilidade de cada paciente, sendo muito difícil prever um número definido de sessões até o indivíduo receber alta.

 

Cuidados após a sessão de acupuntura

Muitas vezes, ao fim de uma consulta, são feitas algumas orientações que incluem mudanças em termos de alimentação, rotina, observação e comportamento, relacionadas ao aspecto energético. Desta maneira, o paciente possui mais chances de potencializar e manter os benefícios da sessão, atingindo mais rapidamente a cura. Em alguns casos os pacientes podem se sentir estranhos após uma sessão, geralmente após a primeira, pois foram estimulados de uma maneira totalmente diferente do que estão acostumados. Não são raros os casos onde a pessoa sente alterações de estômago, intestino, urina ou mesmo comportamentais (como por exemplo, mais distraída), mas que duram apenas alguns dias e indicam que a energia do corpo está sendo alterada, para encontrar um novo equilíbrio. É como reformar a casa, onde primeiro quebramos e sujamos, para depois organizarmos e limparmos.

 

Outras técnicas de acupuntura

Caso a pessoa tenha receio ou mesmo pavor de agulhas, os estímulos podem ser feitos de outras maneiras, como ímãs, sementes de mostarda, esferas metálicas ou sintéticas, entre outros recursos. Outras técnicas da acupuntura também podem ser aplicadas, como a mais conhecida delas, que é a auriculoterapia, onde se estimulam pontos da orelha para equilibrar a energia do corpo todo. À medida que a pessoa vai se familiarizando com o tratamento, ela pode perder o medo e evoluir para o estímulo com as agulhas.

 

O acupunturista

Todo esse cuidado antigamente era passado de pais para filhos. Até alguns anos atrás existiam cursos técnicos para qualquer pessoa, dados por professores treinados por mestres acupunturistas, profissionais vindos da Coréia, China ou Japão (principais escolas) que trouxeram o conhecimento há muitos anos atrás. Hoje em dia existem cursos de especialização de dois anos (em média) apenas para profissionais da área da saúde, que já possuem conhecimento em anatomia e fisiologia, tornando a formação ainda mais exigente e complexa.

A acupuntura apesar de milenar ainda está em constante evolução, com diversos estudos em andamento, bem como com o desenvolvimento de novas técnicas e associações com outros tipos de tratamentos, potencializando os resultados. Apesar de muito antiga, ela está cada dia mais moderna e popular. E quem sai ganhando é a população, com uma ferramenta a mais para ajudar no bem estar e na melhora da qualidade de vida.

Preenchimento Acído Hialurônico

O ácido hialurônico é uma substância naturalmente presente no organismo humano, uma molécula de açúcar que atrai a água e pode atuar como um lubrificante e absorver choques em partes móveis do corpo como as articulações. Do ácido hialurônico no nosso corpo, 56% dele está na pele, onde ele atua preenchendo o espaço entre as células, o que a mantém lisa, elástica e bem hidratada. Porém, com o tempo, sua concentração na pele diminui, o que causa o aparecimento de rugas e também seu ressecamento.

Desde 1996, no entanto, começou-se a usar o ácido hialurônico animal na pele para tratar as rugas e recuperar o antigo viço. Hoje, ele pode ser de origem animal (vindo da crista do galo) ou por biotecnologia (através da fermentação bacteriana). Independente da fonte, o ácido hialurônico é submetido a uma série de procedimentos químicos visando à obtenção do produto final, o hialuronato de sódio, com a menor concentração possível de proteínas (quer sejam de origem animal ou bacteriana) ou ainda de endotoxinas bacterianas. Ao final do processo de purificação é obtido o produto final na forma de gel purificado, que pode ser aplicado diretamente na pele ou fazer parte da composição de cosméticos.

 

Tipos

Segundo Emily Alvernaz, dermatologista da clínica Goa (RJ), as duas maneiras mais comuns de usar ácido hialurônico na pele são:

Ácido hialurônico injetável: trata-se de um gel à base de glicosaminoglicanas que preenche os déficits de volume no rosto e no corpo em regiões como olheiras, lábios, sulco nasogeniano (bigode chinês), cicatrizes profundas de acne, além de celulites e depressões corporais. Pode ser usado também para dar sustentação e definir as estruturas faciais, como o método MD Codes.

Ácido hialurônico em creme ou séruns: são também glicosaminoglicanas em veículos tópicos que, ao serem aplicados na pele, hidratam profundamente. Isso porque o ácido hialurônico tem a capacidade de atrair as moléculas de água – daí seu efeito preenchedor, que melhora a textura da pele, assim como o aspecto das rugas e vincos. “Os cremes à base de ácido hialurônico são excelentes aliados na prevenção do envelhecimento e, quando associados com retinóides, vitamina C e outros renovadores celulares, apresentam resultados excelentes à longo prazo”, afirma.

 

Indicações do ácido hialurônico

O ácido hialurônico é indicado principalmente para melhorar o viço da pele, suavizando rugas e outras marcas da idade. Quando usado de forma injetável, ele pode ser usado no contorno de face, lábios (contorno e volume), sulcos naso-labiais, sulco naso-jugal (olheiras), rugas faciais, e para repor volume em face, mãos e algumas regiões corporais.

Além disso, uma outra técnica em que o ácido hialurônico é usado é a volumização do rosto, sendo aplicado na região dos malares, mandíbula e nas laterais do rosto. Isso é indicado principalmente com o passar dos anos, pois em algumas partes do rosto o tecido subcutâneo é perdido com a idade. Nesse método, ele pode ser aplicado com microcânulas, o que traz mais conforto e segurança para a aplicação, e também é usada uma anestesia local.

 

Como usar o ácido hialurônico

O ácido hialurônico pode ser encontrado em forma de cremes tópicos ou injetável. No último caso, a aplicação deve ser feita por um especialista (dermatologista ou cirurgião plástico).

Hoje o ácido hialurônico é uma das substâncias mais usadas em preenchimentos, pois um implante reabsorvível, biocompatível e não há relato de hipersensibilidade. É também um dos pilares do rejuvenescimento por hidratar o local de forma intensa.

Por fim, o ácido hialurônico também pode ser usado para melhorar processos ortopédicos e/ou reumatológicos articulares e na oftalmologia, no chamado humor vítreo, que contribui na forma esférica dos olhos.

 

Cuidados antes de usar o ácido hialurônico

Antes de indicar o tratamento, deve-se fazer anamnese e exame clínico do paciente para descartar possíveis contraindicações ao tratamento. Evitar bebidas alcoólicas em doses exageradas na véspera. O ácido noturno deve ser descontinuado um dia antes e no dia no procedimento. Medicamentos anticoagulantes como Ácido Acetilsalicílico, ginkgo biloba, entre outros, devem ser evitados na semana anterior ao procedimento. O filtro solar deve ser mantido em caráter rigoroso antes e depois do procedimento

 

Cuidados depois de usar o ácido hialurônico

Alguns estudos científicos recomendam fazer massagem no local com a ponta dos dedos por de dois a três dias, mas caso haja hematomas, massagear se torna contraindicado. O ideal é não se expor ao sol, principalmente se os roxos se formarem, e pode-se usar gelo no local nas primeiras 24 horas.

 

Contraindicações

A aplicação do ácido hialurônico não deve ser feita em indivíduos com hipersensibilidade conhecida ao composto. Também é contraindicada em pessoas com problemas com a coagulação. Não deve ser aplicado dentro ou perto de áreas em que haja doença ativa de pele, inflamações ou feridas. Não deve ser injetado em uma área onde um implante permanente tem sido colocado.

 

Grávida pode usar?

Não há contraindicação quanto aos cremes que contém ácido hialurônico em sua composição. Quando falamos na aplicação da substância, não existem estudos indicando se é seguro ou não para gestantes e lactantes. No primeiro trimestre da gravidez este uso está proibido, mas depois disso não existe uma contraindicação absoluta. Como geralmente se trata estético, o mesmo só pode ser feito após autorização do obstetra responsável.

 

Possíveis riscos

O uso de cremes com ácido hialurônico em sua composição não traz riscos, se for usado conforme a orientação de cada fabricante. Já a aplicação da substância diretamente na pele pode trazer problemas quando o procedimento é mal feito ou o produto é de qualidade duvidosa. Por isso é importante fazer o procedimento em local confiável.

É comum que algumas reações adversas apareçam após a aplicação, como eritema transitório, edema, dor, prurido, contusões, descoloração ou sensibilidade no local da injeção. Normalmente a resolução é espontânea, dentro de um ou dois dias após a aplicação.

 

Antes e depois do ácido hialurônico

O resultado ao aplicar o ácido hialurônico na pele é o de suavizar as rugas, dando naturalidade à face, além de remodelar o rosto, evidenciando seus ângulos e respeitando os pontos de iluminação da pele. Nesses aspectos, o método é um dos mais eficientes.

 

Alie ácido hialurônico com…

Alimentação balanceada A alimentação também influencia na saúde da pele, e em sua aparência. Prefira gorduras insaturadas, provenientes de alimentos como azeite e peixes, e evite gorduras saturadas, como as presentes nos doces e frituras.

Parar de fumar: Mulheres que fumam tendem a ter mais problemas após qualquer tipo de procedimento, inclusive preenchimento com ácido hialurônico. Além disso, o cigarro está associado ao envelhecimento, pois libera diversas substâncias nocivas que aumentam a formação de radicais livres, o que ocasiona maior e mais precoce formação de rugas.

Toxina Botulínica

A toxina botulínica popularmente conhecida como botox é uma toxina produzida por uma bactéria chamada Clostridium botulinum. É a mesma bactéria causadora da doença botulismo, mas a toxina botulínica industrializada é purificada e usada em doses que não causam a doença. A toxina é aplicada no músculo e provoca o relaxamento da região.

Os órgãos de vigilância sanitária determinam as possibilidades de utilização desta substância para diferentes situações em cada país. Aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 1992, o botox tornou-se a primeira toxina botulínica registrada no Brasil e, desde então, tem recebido um número progressivo de indicações estéticas e terapêuticas, como no uso do tratamento para a hiperidrose.

 

Outros nomes

Existem diversos nomes comerciais, o botox é o nome mais conhecido da toxina botulínica. A toxina botulínica tem subtipos como A, B, C, a utilizada em medicina é a tipo A.

Outros nomes comercias: Dysport, Xeomin, Botulifit, embora seja a mesma toxina A. As toxinas botulínicas industrializadas têm pequenas diferenças entre si e recebem subnomes como: OnabotulinumtoxinA (Botox®), AbobotulinumtoxinA (Dysport®), RimabotulinumtoxinB (Myobloc® – não está disponível no Brasil), IncobotulinumtoxinA (Xeomin®). Toxinas botulínicas de diferentes empresas têm características próprias, dosagens e eficácia diferentes.

 

Indicações da toxina botulínica

O botox para uso estético é indicado para suavizar as rugas e linhas de expressão do rosto. Entre as linhas tratadas estão as rugas da testa, a glabela (espaço entre as sobrancelhas) e, os pés de galinha, rugas que se formam na região dos olhos. Para sulcos ao redor dos lábios, entre eles o famoso bigode chinês – linha que se forma entre o nariz e o canto da boca – o mais recomendado é o preenchimento facial, pois é uma região de bastante movimento e não é possível atuar na musculatura sob pena de deixar o rosto paralisado.

A principal motivação para este tratamento estético é o incômodo gerado pelas rugas ao paciente. Em comparação com cremes para rugas e linhas de expressão, o botox costuma trazer resultados mais visíveis. No entanto, a indicação do botox depende de avaliação médica individualizada.

 

Ação do botox

As rugas aparecem devido ao envelhecimento facial, que ocorre por idade, exposição solar inadequada, má alimentação e tabagismo, entre outros. Mas o fator imprescindível para seu aparecimento é a contração natural dos músculos do rosto, que formam as chamadas linhas de expressão, entre outros. Por exemplo: muitas pessoas tem o hábito de franzir a testa ao se expressar, mas com o passar do tempo essa contração dos músculos da região gera vincos horizontais na pele. O mesmo acontece com as rugas ao redor dos olhos – resultado da tensão gerada quando sorrimos ou forçamos a vista, por exemplo.

Quando é injetada nessas rugas, a toxina botulínica age como um bloqueador neuromuscular, ou seja, bloqueando a transmissão de estímulos dos neurônios para os músculos, impedindo, parcial ou totalmente, a contração muscular. “Esse bloqueio apesar de ser irreversível é temporário, pois o organismo trata de construir novas vias de transmissão depois de algum tempo”, explica o dermatologista João Paulo Junqueira Magalhães Afonso, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos.

No caso das linhas de expressão, o benefício se dá de duas maneiras:

1 – De forma preventiva: como a contração muscular é paralisada não haverá a formação de rugas pela movimentação muscular na área em que foi aplicado o botox.

2 – De forma reparativa: como o botox tira a tensão da musculatura, as rugas, causadas por esses músculos, são amenizadas.

 

Pré-requisitos para a aplicação do botox

Não há idade especifico, mas o bom senso diz que é melhor após os 25 anos ou quando as rugas de expressão começam a incomodar. Evitar O tratamento não dever ser feito em grávidas e em mulheres amamentando.

 

Como é feita a aplicação do botox

A toxina botulínica vem em frascos como o pó sendo necessário diluição com soro fisiológico. Ela é injetada na área a ser tratada com distância de 1.5cm de um ponto para o outro, utiliza-se a aplicação rápida e quase sem anestesia tópica. A aplicação é praticamente indolor, porém o local deve ser detalhadamente estudado pelo especialista, para que o resultado seja o mais natural possível.

 

Profissionais que podem aplicar o botox

Dermatologistas e cirurgiões plásticos são os profissionais mais preparados para aplicar o tratamento estético com botox. “Cheque a formação e certificação de seu médico antes de se submeter a procedimentos”, recomenda o dermatologista João Paulo.

 

Contraindicações

O botox, assim como todo medicamento, é contraindicado para pacientes que apresentam alergia a qualquer componente de sua formulação. Mulheres grávidas ou em amamentação, portadores de doenças neuromusculares, imunológicas e coagulopatias (ou ainda pessoas que utilizem anticoagulantes, aminoglicosídeos e drogas que interfiram na transmissão neuromuscular) não devem ser tratados com a substância.

 

Doses utilizadas

Seguindo protocolos rigorosos de tratamento, em uma primeira aplicação, os serviços de bloqueio neuromuscular devem sempre se pautar pelo uso da “mínima dose efetiva” de toxina botulínica. Entretanto, o cálculo da dose a ser aplicada depende, necessariamente, da indicação e do tratamento a ser realizado.

 

Resultados da aplicação de botox

O resultado da aplicação do botox em estética começa a ser notado no prazo de dois a cinco dias a partir do momento da aplicação. Os resultados tornam-se mais pronunciados por até duas semanas. A partir de então os resultados permanecerão estáveis pelo período aproximado de quatro a seis meses.” No uso estético, os efeitos do botox podem durar de três a quatro meses, mas há casos em que os resultados permanecem até seis meses”, explica a dermatologista Bruna Bravo, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. No entanto, o tempo de aparecimento dos resultados e sua duração variam de caso para caso.

 

Intervalo entre as aplicações

Por ser um medicamento biológico, deve ser seguido um intervalo mínimo de três meses entre cada aplicação, considerando a mesma região tratada. Caso esse prazo não seja respeitado, pode se desenvolver uma resistência ao produto e o botox perde seu efeito. Deve ser evitada a aplicação antes de 2 meses para evitar resistência. Independente disso, o tempo é variável de 6 meses a 1 ano para reaplicação.

 

Riscos associados

Desde que realizada por um profissional adequadamente treinado e com boa experiência, a aplicação do botox pode ser considerada um tratamento seguro.

Entretanto, como a principal intenção de se indicar o tratamento é a de promover efeitos locais (no músculo rígido; na região axilar com sudorese excessiva, entre outros), o botox necessita ser introduzido por uma agulha.

Hematomas, neste caso, podem ocorrer naturalmente pela própria introdução da agulha que, em seu trajeto, poderá perfurar vasos sanguíneos e promover pequenos e autolimitados sangramentos locais. A dor é uma situação esperada ao se realizar o procedimento. No entanto, tudo dependerá – mais uma vez – do paciente e dos locais a serem tratados. O produto em si não promove dor local.

Nos músculos da face, cremes anestésicos à base de lidocaína reduzem significativamente a dor no momento da aplicação.

 

Perda da expressão em decorrência do uso de botox

Se for utilizada uma dose excessiva pode haver certa perda de expressão, que será revertida com o tempo. Mas se aplicada por profissionais competentes esse risco é bem menor. O uso frequente da substância não provoca perda da expressão.

 

Usos terapêuticos do botox

Além do uso estético, o botox pode ser utilizado para o uso terapêutico no tratamento de bexiga hiperativa, espasticidade disfuncional (rigidez muscular excessiva), distonias, espasmo hemifacial, hiperidrose, enxaqueca (migrânea crônica), estrabismo e blefaroespasmo.

Mesoterapia

A mesoterapia consiste na aplicação de substâncias medicamentosas na pele, abaixo dela ou nos músculos, com finalidades específicas. Normalmente ela é aplicada para tratamento de estrias brancas, gordura localizada e até mesmo queda de cabelo. Podem ser aplicados diversos compostos, que são mesclados conforme a queixa do paciente.

A mesoterapia foi criada na França e seu principal objetivo é ter mais resultados por aplicar o medicamento no local que se quer tratar, o que também reduz efeitos colaterais.

Uma das primeiras substâncias usadas foi a fosfatidilcolina, na década de 1990. Seu uso virou moda, mas logo foi proibida no Brasil para fins estéticos, pois não existem estudos clínicos que comprovem sua segurança. Hoje, são utilizadas substâncias como hialuronidase, tiratricol, xantina e derivados da alcachofra, do girassol e cafeína. A maioria deles é sintética.

 

Outros nomes

Intradermoterapia

 

Indicações da mesoterapia

A mesoterapia pode ser usada no rosto e no corpo, e por isso acaba tendo diversas finalidades. Confira as principais:

Estrias brancas As estrias antigas, principalmente as mais finas, podem apresentar melhora com aplicação de misturas com ácido hialurônico, buflomedil e asiaticosídeo.

Gordura localizada O acúmulo de tecido adiposo com pequeno volume no abdômen, nas laterais do corpo e nas coxas pode ser tratado com misturas de desoxicolato, cafeína e tiratricol aplicadas no local, por exemplo.

Celulite A substância L-carnitina que atua sobre as toxinas que formam a celulite e o silício orgânico que reduz a acumulação de toxinas

Tratamentos capilares Queda de cabelo com várias causas (calvície, deficiência de vitaminas, alterações hormonais) podem ser tratadas com a infiltração de misturas ou produtos específicos, mas apenas após um preciso diagnóstico clínico dos motivos desta alteração.

 

Como é feita a mesoterapia

A mesoterapia consiste na aplicação local de substâncias, seja na pele, abaixo dela ou nos músculos. A aplicação é feita com agulhas com até de 1 a 2 milímetros de diâmetro e que atingem uma profundidade que pode variar entre 3 a 8 mm. Quanto mais profunda a aplicação, mais o produto se espalhará em uma área maior.

Quando ela é feita nos músculos, normalmente são aplicadas substâncias anti-inflamatórias, relaxantes ou anestésicas. Normalmente ela funciona melhor em áreas menores, já que há um limite do volume de substância que é aplicado.

Já a mesoterapia para gordura localizada, especificamente, aplica a substância nas células de gordura, tornando a gordura mais fluida. A gordura fluidificada acaba sendo reabsorvida pelo fígado e será, posteriormente, metabolizada e eliminada pelo organismo, pelas fezes, urina ou até mesmo usada como energia.

Além do conjunto agulha e seringa, podem-se utilizar instrumentos considerados mais sofisticados e mais caros: as pistolas de mesoterapia. Elas injetam eletronicamente a substância em múltiplos pontos que permitem mensurar o volume e a profundidade da aplicação. A desvantagem desse sistema é a dificuldade da esterilização de todo o conjunto, já que só a agulha é descartável.

 

Sessões

São indicadas, em média, de 5 a 10 sessões e os resultados variam de acordo com cada caso e objetivo. Cada sessão dura em média 30 minutos e elas pode ser feitas semanalmente. Os resultados normalmente acabam aparecendo na terceira sessão, mas tudo depende da indicação clínica e do tipo de problema tratado.

 

Profissionais que podem fazer

Esse procedimento é muito complexo, pois envolve um conhecimento técnico da anatomia humana, além do manejo de possíveis complicações. Por isso, o ideal é que ele seja feita por dermatologistas, cirurgiões plásticos e fisioterapeutas especializados.

 

Cuidados antes da mesoterapia

No dia é importante que a pele esteja limpa, sem cremes ou outros produtos na pele. Qualquer fator que deixe o sangue mais fluido é contraindicado nos dias anteriores ao tratamento, como ácido acetilsalicílico.

 

Cuidados após a mesoterapia

É preciso tomar cuidado com os locais em que as substâncias foram aplicadas, preferindo tecidos de algodão, evitando jeans e também sentar-se em superfícies diretamente com a pele. Indica-se usar compressas geladas no corpo, para reduzir a dor e o desconforto, além de diminuir a formação de hematoma. Caso eles se formem, é muito importante ter uma proteção solar adequada, para evitar manchas. É importante também evitar outras técnicas estéticas que manipulem a região onde foi feita a mesoterapia.

No tratamento para estrias, é indicado o uso de bermudas compressivas por de sete a dez dias após as sessões.

 

Contraindicações

A mesoterapia está contraindicada para pessoas com doenças autoimunes (como o lúpus, por exemplo) ou que apresentem alguma doença de pele no local onde será realizada a injeção do produto. Pessoas alérgicas as substâncias aplicadas também são contraindicadas.

 

Grávida pode fazer?

Durante a gravidez ou amamentação mesoterapia, pois as substâncias podem fazer mal ao feto ou chegar até o leite materno.

 

Possíveis complicações da mesoterapia

Uma das complicações que podem ocorrer na mesoterapia é a infecção por microbactérias, que podem ocorrer por uma assepsia não adequada do material ou pela contaminação das substâncias aplicadas. Normalmente ela exige o tratamento com diferentes medicamentos e pode resultar em cicatrizes não estéticas.

Também podem aparecer outros problemas como erupções na pele, necroses, urticária e até mesmo atrofia, normalmente causados por má execução do procedimento ou pelo tipo de substância aplicada, caso ela não seja indicada ou mesmo seja aplicada de forma errada. Mas esses riscos são raros quando a técnica é feita com um profissional qualificado.

 

Resultados

Os resultados da mesoterapia dependem muito do objetivo que se quer alcançar. Normalmente eles acabam aparecendo apenas depois da terceira sessão. No geral, não há muitos estudos que comprovem totalmente a eficácia desse tratamento.

 

Alie a mesoterapia com…

Alimentação balanceada O que você come muitas vezes é o que causa o aparecimento de celulites e gordura localizada. Por isso mesmo, o ideal é reduzir a quantidade de gorduras, frituras, açúcar e carboidratos ingeridos e consumir mais frutas, verduras e legumes, para ter um maior aporte de nutrientes variados e fibras, que trazem saciedade. Hidratar-se mais também é importante nesses dois tratamentos.

Atividade física Fazer exercícios é uma das melhores formas de evitar o acúmulo de gordura localizada e aumenta o metabolismo e circulação sanguínea, colaborando para a celulite. Implementar essas mudanças ajuda na manutenção dos resultados e evita futuras recaídas.

Tratamentos a laser O método pode ajudar quando o objetivo é eliminar as estrias. No caso são os lasers fracionados que trazem melhor resultado para retirada dessas marcas, mesmo que elas sejam antigas.

Carboxiterapia

A carboxiterapia é um tratamento estético realizado através da infusão de gás carbônico em diferentes camadas da pele. O método é usado desde 1777 para tratamentos da pele e, desde as primeiras observações científicas, mostrou eficácia em regeneração dos tecidos e melhora da circulação sanguínea.

 

Outros nomes

CO2terapia.

 

Como é feita a carboxiterapia

A carboxiterapia é feita com o uso de um aparelho acoplado a um cilindro de gás carbônico medicinal. Este equipamento regula a vazão do gás (que pode atingir, no máximo, 80ml de gás por minuto) para uma seringa com agulha de calibre mínimo. A profundidade da aplicação da agulha varia em cada caso. “Para tratamento de celulite a agulha é inserida entre a pele e a gordura, já no tratamento da estria, o gás carbônico é aplicado dentro da cicatriz”, explica o cirurgião plástico André Colaneri, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

 

Para que serve a carboxiterapia

O gás carbônico atua dilatando os vasos sanguíneos e estimulando a formação de novos vasos sanguíneos, promovendo melhor irrigação de sangue nos tecidos e, consequentemente, melhor oxigenação da região tratada. O gás carbônico atua também no rompimento de fibroses do tecido subcutâneo. Alguns estudos mostram o favorecimento de formação de colágeno e elastina e efeito lipolítico (quebra das células de gordura) decorrente da carboxiterapia.

 

Para quais casos está indicada a carboxiterapia

O cirurgião plástico André Colaneri recomenda, principalmente, o uso da carboxiterapia para o tratamento da celulite. “O desenvolvimento da celulite passa por três fatores: edema, gordura e fibrose – a carboxiterapia é o único tratamento que atua nesses três níveis”, explica. O edema é resolvido pela dilatação dos vasos e otimização da circulação, a fibrose é rompida pela injeção de gás, e a gordura mais facilmente queimada pelo aumento do metabolismo que ocorre no local. “É o tratamento mais completo em comparação com outros, como endermologia e drenagem linfática, por exemplo”, conta o cirurgião plástico.

No caso da estria, o gás carbônico atua distendendo o tecido desta cicatriz – a elevação visível durante o tratamento. O descolamento preenche essa região de gás carbônico e estimula a formação de colágeno no local. André Colaneri conta que os benefícios são muito mais visíveis para estrias novas, avermelhadas. Estrias brancas são mais antigas e fibras elásticas que já estão totalmente rompidas não se regenerarão. Da mesma maneira a carboxiterapia atua no tratamento de cicatrizes e no tratamento de fibroses decorrentes de cirurgias plásticas, como a lipoaspiração, por exemplo. “O ácido carbônico rompe a fibrose e ameniza irregularidades”, explica.

A dermatologista Daniela Landim, pós-graduada em medicina estética, conta que, no caso das olheiras, a carboxiterapia estimula a melhora da circulação e formação de novos vasos sanguíneos que amenizam a aparência escurecida. Para a flacidez da pele, o benefício está na formação de colágeno e elastina.

Segundo o cirurgião plástico André Colaneri, os resultados da carboxiterapia no tratamento da gordura localizada são mais discretos. Além de melhorar a circulação e a queima de gordura no local, a carboxiterapia, segundo estudos publicados no ano de 2001 no periódico Aesthetic Plastic Surgery, promove a quebra das células de gordura a partir da estimulação de seus receptores beta adrenérgicos.

 

Profissionais que podem aplicar a carboxiterapia

Por se tratar de um procedimento invasivo – que perfura a pele através da injeção – a carboxiterapia só pode ser realizada por médicos. A sugestão do cirurgião plástico André Colaneri é que a carboxiterapia seja feita por profissionais especializados em estética, como o dermatologista e o cirurgião plástico.

 

Contraindicações da carboxiterapia

A carboxiterapia está contraindicada em casos de infecção ativa na região a ser tratada e doença pulmonar que cause retenção de gás carbônico, como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

 

Número de sessões de carboxiterapia

Os resultados aparecem progressivamente e são mais visíveis entre cinco e dez sessões de carboxiterapia. Em cada caso é recomendada uma periodicidade. De maneira geral, o tratamento para celulite pode ser feito em dias alternados e a carboxiterapia para estrias e cicatrizes deve ser feita uma vez por semana. Em cerca de 20 minutos o gás carbônico é absorvido pelo corpo, portanto, não há acúmulo deste na pele. É possível tratar mais de uma região por sessão, de acordo com critério médico.

 

Resultado da carboxiterapia

Os resultados são mais pronunciados para graus iniciais de celulite, em casos avançados o tratamento traz resultados mais discretos. O cirurgião André Colaneri lembra que nenhum tratamento é capaz de eliminar completamente a celulite, apenas é possível amenizá-la.

Os resultados podem permanecer por tempo indeterminado, dependendo dos hábitos de vida do indivíduo. Pessoas com hábitos saudáveis, que se exercitam regularmente, têm alimentação balanceada e estão dentro do peso normal apresentam menor recorrência do problema. Assim vale para o agravamento da celulite e aparecimento de novas estrias.

O cirurgião plástico André Colaneri lembra que mulheres tem maior propensão, devido aos hormônios femininos, ao desenvolvimento de celulite, por isso são mais suscetíveis ao seu reaparecimento. O especialista recomenda ainda sessões esporádicas para manutenção da carboxiterapia.

 

Carboxiterapia dói?

A carboxiterapia costuma ser um tratamento doloroso. A dor ocorre devido à injeção, a aplicação do gás e à distensão dos tecidos (no caso das fibroses, por exemplo). A dor costuma ser maior quando o gás é aplicado em temperaturas mais baixas, alguns equipamentos aquecem o gás.

 

Efeitos adversos da carboxiterapia

“Como a técnica é feita com injeção, podem ocorrer pequenos hematomas com resolução em poucos dias”, explica a dermatologista Daniela Landim. Nesse caso a dermatologista recomenda o uso de proteção solar até que o hematoma desapareça, evitando manchas.

 

Riscos da carboxiterapia

Casos de embolia gasosa (bloqueio de vaso sanguíneo por gás) só ocorrem caso a técnica seja mal feita e atinja um vaso sanguíneo. A dermatologista Daniela Landim lembra que o gás próprio para o procedimento é atóxico e não embólico.

 

Cuidados antes e depois da carboxiterapia

Não são necessários cuidados especiais antes ou depois do tratamento.

Peeling

Peeling é todo processo em que há a remoção das camadas mais superficiais da pele, seja com o uso de um produto químico, físico ou laser. Ocorre destruição controlada de parte ou de toda epiderme, com ou sem a derme, levando a esfoliação e remoção de lesões superficiais, seguida pela formação de um novo tecido dérmico e epidérmico. Vem do verbo em inglês ?to peel? que significa descamar.

Com essa remoção, a pele se reestrutura e se renova, além de haver estimulação da produção de colágeno, substância que dá firmeza à pele. Dessa forma, os peelings são indicados para tratamentos de rejuvenescimento, manchas na pele, cicatrizes de acne, flacidez, entre outros problemas de pele. Mas o resultado varia conforma o profundidade do peeling feito.

 

Outros nomes

Resurfacing superficial ou decapagem

 

Tipos de peeling

Existem duas formas de classificar os peelings. A primeira é através de sua profundida e o segundo através do tipo de material usado para agredir a pele.

 

Profundidade do peeling

Peeling superficial O procedimento compreendem o uso de ácidos, como por exemplo, ácido hialurônico, ácido glicólico de baixa concentração, compostos com tricloroacéticos, retinaldeídos, salicílicos; e também uso aparelhos, como o ultrassom estético, jatos de cloridróxido de alumínio, ponteiras especiais com propriedades esfoliativas suaves ou de controle de potência e profundidade e outros.

O objetivo desse peeling superficial é retirar a camada mais superficial da pele com discreta ou nenhuma descamação visível, atuando apenas na camada córnea e estimulando apenas a formação do colágeno na pele. Dessa forma, ele vai melhorar o aspecto, turgor e hidratação da pele, clarear levemente o tom da pele, com a frequência e indicação corretas, pode auxiliar na melhora das rugas muito superficiais, ?secar? espinhas, acelerar a resposta da pele ao tratamento com os cremes, melhorar as manchas mais rápido, etc.

Peeling médio O objetivo deste peeling é destruir e esfoliar a epiderme quase que totalmente, além da camada chamada córnea, e tem como indicação a atenuação das rugas finas e médias e alguns tipos de manchas da pele mais superficiais e tem a capacidade de renovar a camada externa da pele, estimulando também a formação do colágeno. Ele incluí os tratamentos com ácido tricloroacético, por exemplo, e também utilizados ácido glicólico em maior concentração, aparelhos que literalmente lixam a pele, com potência ajustada para a camada mais alta da pele, aparelhos de laser, como o laser CO2 e erbium, aparelhos de radiofrequência, etc.

Tenta-se com esta técnica em teoria um rejuvenescimento de um a cinco anos da pele, mas o resultado vai depender do preparo prévio da pele e da indicação. Os resultados dependem muito da técnica escolhida.

Peeling profundo Também são utilizados ácidos ou aparelhos para esse procedimento, um dos recursos mais famosos é o peeling de fenol. Ele é muito complexo na preparação da pele pré-procedimento e o próprio procedimento que requer muitas vezes sedação, já que é feita uma ferida até uma parte da derme. Há um risco muito maior de infecção, complicações e dependendo da técnica, até mesmo a retirada do curativo exige alta experiência. Calcula-se com este método, dependendo do preparo prévio da pele, um rejuvenescimento de cinco a 15 anos.

 

Tipo de processo usado no peeling

Peeling físico É realizado através de métodos físicos, em que é feita uma esfoliação na pele, causando uma dermoabrasão. Entre eles, se encaixam o peeling de cristal, peeling de diamante e microdermoabrasão.

Peeling químico É o peeling feito com o uso de ácidos para agredir a pele e descama-la, como o ácido hialurônico, ácido glicólico, ácido retinóico, entre outros.

Peeling biológico É feito com enzimas de frutas e normalmente são mais superficiais. No entanto, seu uso é questionável e não tem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Peeling com laser É feito com aparelhos, no caso lasers de 1064nm como o da plataforma solon que aquecem a pele de dentro para fora e estimulam a troca de células sem descamar ou irritar a pele. O laser CO2 fracionado e o laser erbium também são usados com essa finalidade.

Peeling vegetal Também chamado de gomagem, é um método vegetal e natural de descamar a pele, porém tem performance limitada, sendo um peeling superficial.

 

Indicações do peeling

Ao remover uma camada da pele, o peeling a obriga a se reestruturar e se renovar, além de haver estimulação da produção de colágeno, substância que dá firmeza à pele. Dessa forma, os peelings são indicados para tratamentos de rejuvenescimento, manchas na pele (como o melasma), cicatrizes de acne, flacidez, entre outros problemas de pele.

 

Profissionais que podem fazer

O peeling é um procedimento que deve ser orientado pelo dermatologista. Peelings superficiais, como o gomagem, podem ser feitos por um esteticista, mas peelings médios e profundos são um procedimento médico, devido às complicações e dependendo dos produtos utilizados pela possibilidade de efeitos colaterais e até mesmo, a intoxicação.

 

Cuidados antes do peeling

Antes do peeling é importante a consulta com um dermatologista, que avaliará o melhor peeling para cada caso e também indicará os cuidados necessários de acordo com o método escolhido.

De modo geral, é importante tomar cuidados com a proteção solar, para não danificar a pele. Além disso, normalmente é indicado o uso de ácidos mais suaves por entre 15 e 30 dias para preparar a pele para o peeling, normalmente são usados cremes com ácido retinóico, glicólico e hidroquinona.

 

Cuidados após do peeling

Os cuidados variam de acordo com o peeling feito, por isso o mais importante é seguir as orientações de seu dermatologista.

No entanto, em todo peeling, como a pele fica sensível por um tempo, é importante reforçar a proteção solar, reaplicando o filtro a cada duas horas. O uso de produtos com ácido ascórbico (vitamina C) também é bem-vindo.

O tempo de regeneração da pele varia conforme o tipo de peeling. Em peelings superficiais esse tempo normalmente é de até cinco dias, já os tipos mais profundos podem levar de 30 a 45 dias para a pele se recuperar totalmente. Nesse tipo de peeling, é importante a prevenção de bactérias e vírus da herpes.

 

Contraindicações

O peeling é contraindicado para pessoas que não tem fotoproteção adequada (atletas, pescadores). Também deve ser evitado por pessoas em tratamento com isotretinoína nos últimos seis meses, pela diminuição do metabolismo tecidual onde o uso de retinóides sistêmicos aumentam a síntese de colágeno e reduzem a produção da colagenase, enzima que degrada o colágeno, o que aumenta o risco de surgimento de cicatriz hipertrófica.

Quem faz uso de medicações como anticoncepcionais orais, tetraciclinas ou corticóide que interferem no processo inflamatório, importante para reepitelização, os estrogênios e contraceptivos orais aumentam o risco de inflamação pós-inflamatória.

Pessoas com doenças de pele que afetam o colágeno, como o lúpus e dermatomiosite, também devem evitar o procedimento.

 

Grávida pode fazer?

Grávidas são contraindicadas a tratamentos como peelings médios e profundos. Já os peelings leves só devem ser feitos com consenso do médico.

 

Possíveis complicações do peeling

Por degradar a pele, a fim de que ela se recupere e se reorganize, os peelings podem trazer algumas complicações, principalmente se não forem seguidos os cuidados necessários após o tratamento. Entre as complicações possíveis do peeling, podemos enumerar: prurido, irritação, queimadura, edema, tudo isso logo quando o peeling é feito.

Mais tarde, outras complicações podem aparecer:

  • Perda de barreira cutânea e lesão tecidual, o que pode causar infecções bacterianas, herpética e até cândida
  • Cicatrização anormal, que pode ser demorada, milia e mudanças de textura
  • Alterações pigmentares, como hiperpigmentação, hipopigmentação, linhas de demarcação
  • Reação adversa a agentes químicos, tais quais erupções acneiformes, reação alérgica, toxicidade
  • Manchas e surgimento de vasinhos.

 

Antes e depois do peeling

Os resultados variam conforme o tipo de peeling feito:

  • No peeling superficial há melhora do tônus e textura da pele, além de rugas finas e manchas
  • No peeling médio ocorre também a melhora das ceratoses actínicas (aquelas casquinhas causadas pelo sol)
  • Já o peeling profundo tem resultados melhores, melhorando de forma exuberante das rugas superficiais e profundas, além da melhora das manchas e aparência geral da pele.

Criolipólise

Desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, a criolipólise usa baixas temperaturas para acabar com a gordura localizada. O aparelho é colocado na superfície da pele, fazendo as células de gordura serem congeladas a temperaturas negativas para serem destruídas. O dermatologista Cláudio Mutti, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que, em contato com a baixa temperatura, as células de gordura – chamadas de adipócitos – se rompem totalmente. Em consequência, o corpo entende que elas não fazem mais parte do organismo e as expele naturalmente. O tratamento vem fazendo tanto sucesso que está sendo chamado de “a nova lipoaspiração”, com a diferença de que diferentemente desse método, a criolipólise não é um procedimento cirúrgico.

 

Como é feita a criolipólise

A criolipólise é feita com a ajuda de um aparelho específico cujos aplicadores acoplam-se perfeitamente às diferentes áreas do corpo. O endocrinologista Danilo Hofling, da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, conta que a ponteira do aparelho realiza um poderoso vácuo que promove a sucção da pele e da porção de gordura localizada. Ao mesmo tempo, o resfriamento intenso e controlado da gordura destrói as células de gordura. O resfriamento controlado age danificando seletivamente as células adiposas, que são mais sensíveis ao frio, sem causar qualquer dano a nervos, músculos e outras estruturas próxima. “Na prática o que acontece é a morte da célula de gordura”, explica.

O aparelho da criolipólise é adaptado para cada área do corpo. “Para a região da barriga existe uma ponteira grande, já para as costas e pneuzinhos laterais utiliza-se a ponteira menor”, explica a dermatologista Mariana Barbato, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

A eliminação das estruturas dos adipócitos destruídas com a baixa temperatura é feita pelo sistema imune e a gordura no interior das células é conduzida ao fígado pelo sistema linfático para sua metabolização. Uma vez que o sistema linfático leva apenas uma pequena quantidade diária de gordura para ser metabolizada, não há perigo de sobrecarga do fígado nesse processo.

 

Indicações da criolipólise

A criolipólise não é um tratamento para sobrepeso ou obesidade. Ela é opção para pessoas que tenham gordura localizada em algumas regiões corporais, o famoso pneuzinho. De acordo com o fabricante, o procedimento elimina até mesmo aquela gordura incapaz de ser combatida com dieta e exercícios físicos.

 

Áreas de aplicação

A criolipólise pode ser feita apenas em algumas partes do corpo, aquelas que se adaptam bem as ponteiras. Não é possível fazer no rosto, por exemplo, porque o aplicador não se encaixa. De acordo com o fabricante do aparelho, há a perspectiva do lançamento de ponteiras que se adaptem a outras partes do corpo.

“A paciente poderá tratar áreas de qualquer tamanho com a criolipólise, mas numa área maior o procedimento deve ser dividido em dois momentos na mesma seção, para que toda a área seja tratada”, explica a dermatologista Mariana Barbato.

 

Quem pode aplicar

As marcas que comercializam o aparelho da criolipólise exigem que um médico seja responsável pelo procedimento, e se outro profissional de saúde o aplicar, o médico deve acompanhar esse procedimento de perto.

 

Cuidados anteriores à criolipólise

Não é necessária uma preparação específica para a criolipólise. A dermatologista Mariana Barbato conta que a pessoa pode consumir alimentos e se exercitar normalmente antes e depois do tratamento. “Também não é necessário nenhum exame laboratorial para se submeter à técnica”.

A criolipólise pode ser feita em qualquer estação do ano, inclusive no verão. Mas se a ideia é que os resultados sejam notados na estação da praia e do sol, o ideal é se programar antes, já que o resultado completo leva de dois a três meses para aparecer.

 

Criolipólise dói?

A dermatologista Mariana Barbato explica que pode haver dor no momento da sucção proporcionada pelo aparelho, mas após o congelamento da gordura a região fica anestesiada. “Também pode haver desconforto na hora de retirar o aplicador, mas nada muito intenso”, conta. “Os hematomas não são frequentes, mas quando aparecem são passageiros”.

 

Duração da sessão de criolipólise

A dermatologista Maria Paula Del Nero, também da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que o tempo de tratamento de uma área de 20 por 20 centímetros dura aproximadamente uma hora. A boa notícia é que a criolipólise pode ser feita em mais de uma região no mesmo dia sem riscos ao paciente.

 

Resultados da criolipólise

A dermatologista Mariana Barbato explica que uma ou duas sessões já são suficientes para trazer resultados. Mas há casos em que são necessárias mais sessões. A partir do décimo dia a quebra de gordura já pode ser visível, mas o efeito máximo acontece de dois a três meses após a sessão. “É possível medir a diferença na fita métrica, mas a melhor maneira de fazer a comparação é através de fotografias do antes e depois, na mesma posição”, explica a especialista. Em uma única sessão, estudos científicos em Harvard apontam redução de 20% a 25% da gordura localizada na região tratada. Mas claro, os resultados variam de pessoa para pessoa.

A dermatologista Tatiana Jerez, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, conta que caso a gordura removida na primeira sessão não tenha sido suficiente, uma segunda sessão pode ser feita cerca de dois meses após a primeira no mesmo local. “Não existem sessões de manutenção, para manter o resultado obtido deve-se evitar o ganho de peso, através de hábitos saudáveis: dieta balanceada e pratica de atividade física”.

 

Criolipólise melhora celulite e flacidez?

Não existe qualquer comprovação científica de que a criolipólise melhore a celulite e a flacidez. “Mas é possível perceber melhora do aspecto da celulite, em função da diminuição da gordura localizada, que é o foco do tratamento”, explica a dermatologista Mariana. Já a flacidez pode até aumentar com o tratamento. Nesse caso, outros tratamentos, como a radiofrequência, podem ser associados para tratar esse aspecto.

 

Contraindicações

A dermatologista Mariana Barbato explica que nem todo mundo pode fazer a criolipólise, é preciso passar por uma avaliação detalhada antes. A criolipólise é contraindicada para pessoas com sensibilidade ao frio – como quem tem urticária, por exemplo -, com hérnias no local da aplicação, infecções na pele, para gestantes e para quem passou por cirurgia recentemente. Para quem pretende emagrecer, vale lembrar que o método combate a gordura localizada e não o excesso de peso, pois não atinge gordura em todas as áreas do corpo ou mesmo a visceral, gordura que se deposita entre os órgãos.

 

Reações adversas e complicações

Pode haver dor no local após o procedimento, podendo durar até uma semana. Em caso de dor importante, pode-se fazer uso de analgésicos. Além da dor, inchaço e hematomas também são comuns de serem vistos, regredindo totalmente com o passar dos dias.

Quando o procedimento é feito por pessoas que não estão aptas à faze-los ou com aparelhos não certificados, complicações como queimaduras e outras, ainda mais sérias, podem ser encontradas.

 

Preço da criolipólise

De acordo com a empresa que produz o CoolSculpting, aparelho pioneiro que foi desenvolvido em Harvard para a criolipólise, o preço da sessão varia de R$ 1.500 a 2.500 *.

*Preços pesquisados em abril de 2013, sujeitos à alteração.

Depilação a Laser

Depilação a laser é uma técnica de remoção progressiva dos pelos feita através da energia luminosa do laser. Os primeiros aparelhos para a remoção de pelos a laser surgiram na década de 1970, mas esta tecnologia foi, a princípio, ineficaz, muito dolorosa e limitada.

Porém, em 1983, Anderson e Parrisch introduziram o conceito de fototermólise seletiva (utilizado na depilação a laser), revolucionando o princípio físico do mecanismo do laser, levando a uma maior eficácia. Hoje existem diferentes tipos de laser capazes de promover a depilação progressiva.

 

Outros nomes

A técnica também é comumente chamada de depilação definitiva, no entanto, este nome é incorreto, pois a depilação não garante que os pelos não voltem a crescer. O melhor termo a usar é depilação de longo prazo.

 

Como é feita a depilação a laser

O procedimento é realizado com o uso de um aparelho emissor de laser, imposto exatamente sobre os pelos a serem eliminados. Na depilação a laser, o alvo é a melanina, substância responsável pela coloração do bulbo e da haste do pelo, causando dano térmico mínimo ao tecido adjacente. Em pessoas muito sensíveis a dor, podemos utilizar cremes anestésicos.

Ao ser disparado o pulso de laser, ocorre a absorção dos fótons de energia pela melanina. O calor absorvido é liberado pelo bulbo e pela haste do pelo, causando uma destruição térmica das estruturas do pelo.

Os tipos de laser mais utilizados para fazer a depilação a laser são o laser Alexandrite, o laser de diodo (800nm) e o laser Nd:YAG (1064nm). De acordo com a dermatologista Teresa Noviello, estudos sugerem que o melhor é o de iodo, que tem uma eficácia maior.

A depilação a laser costuma ser dolorosa, mas hoje em dia já existem aparelhos que apresentam níveis baixos de dor. Em alguns casos podem ser utilizadas pomadas anestésicas e jatos de ar frio para aliviar a dor.

 

Indicações

A depilação a laser pode ser feita por qualquer pessoa que se incomode com seus pelos ou com os outros métodos de depilação, com a cera e a lâmina. Há indicações especiais para casos de foliculite (pelos encravados) tanto em virilha, que acaba manchando a região, quanto rosto, pernas ou qualquer outra região do corpo.

De uma forma geral, peles brancas com pelos grossos e escuros respondem melhor à depilação a laser, mas isso não quer dizer que quem não se enquadra nestas características, não pode fazer depilação a laser. Com o passar dos anos novas tecnologias foram criadas, até peles negras ou bronzeadas podem fazer. Dermatologistas recomendam o uso de lasers Diodo e ND YAG com pulso longo para esses casos. A exceção é para quem tem pelos, brancos, ruivos e loiros – como a quantidade melanina é pequena, ainda não há boa resposta ao tratamento para estes casos, porém podem ser tratados, só necessitam de mais sessões.

Geralmente começamos a fazer a depilação a laser logo que houver incômodo para a pessoa, mesmo em casos de pré-adolescentes. Existem casos relatados na literatura de emprego da depilação a laser em crianças mais novas que apresentavam hipertricose congênita (pelos abundantes por razões genéticas) na parte baixa das costas (região lombosacral).

 

A aplicação dói?

Embora, a depilação a laser cause dor, ela tende a ser bem tolerável. “Hoje, muitos aparelhos já estão modernizados. Temos como exemplo os lasers de iodo e light duet, que tem duas ponteiras: uma menorzinha, que dói um pouco mais, e uma ponteira maior, que causa menos dor, mantendo a mesma eficácia de tratamento”, disse Teresa Noviello.

 

Sessões de depilação a laser

Estudos sugerem que a depilação a laser de iodo são necessárias numa média de 3 a 10 sessões. Sendo assim, é indicado uma média de 5 sessões, que já conseguem resolver 90% dos pelos da maioria dos pacientes. Após essas 5 sessões, apenas serão feitas sessões de manutenção, a cada mês ou a cada três meses. Assim, esses pelos que restaram acabam reduzindo a cada sessão da manutenção.

“O número mínimo de sessões vai depender do tipo de pele: em peles mais claras nós conseguimos fazer uma fluência maior e em pelos mais escuros conseguimos eliminar mais rápido; em peles mais morenas, na maioria das vezes, temos que fazer mais sessões, mais do que 5, porque ela requer uma fluência mais baixa, para não acontecerem queimaduras na pele”, afirma Teresa Noviello.

 

Profissionais que podem fazer

A legislação não define quais são os profissionais aptos a aplicar a depilação a laser. No entanto, a recomendação é que seja feita uma avaliação com um dermatologista antes de iniciar o tratamento. Esse profissional pode avaliar criteriosamente sua pele e definir qual é o melhor tratamento para ela. O conselho da dermatologista Izabel Martinez é se submeter à técnica com um profissional de confiança ou em local que você conheça e confie.

 

Cuidados antes e depois da depilação a laser

Antes da depilação a laser o paciente não pode estar bronzeado ou ter pego muito sol nos últimos dias. Por isso, a dermatologista Teresa Noviello indica que o outono e inverno são as melhores épocas para começar a fazer a depilação a laser.

Os especialistas revelam que o paciente não pode se depilar com cera, pinça ou nenhum tipo de depilação que retire o pelo do bulbo, um mês antes da sessão de depilação a laser. “Raspar pode, porque estará cortando o pelo apenas da pele para cima, ele continua o pertuito dele até o bulbo”, disse Teresa Noviello.

Além disso, pessoa não deve se expor ao sol, deve usar protetor solar com FPS mínimo de 30 e sempre seguir as recomendações do médico. “Recomenda-se o uso de loções calmantes logo após a sessão e no período de recuperação da pele após a depilação a laser”, explica a dermatologista Márcia Linhares.

Segundo Teresa Noviello, após a primeira sessão com o laser de iodo, a pele pode ficar um pouco mais irritada e mais avermelhada. “Podem surgir pápulas perifoliculares, que são as bolinhas em volta dos folículos, porém isso tudo é normal. Em questão de 24h, ou até menos, a pele já volta ao normal”, revelou a dermatologista.

 

Contraindicação à realização de depilação a laser

Pessoas com infecções ativas nas áreas a serem tratadas não podem realizar a depilação a laser. Caso haja o crescimento repentino de pelos, deve ser realizada investigação hormonal anteriormente

 

Grávida pode fazer?

Gestantes não devem fazer a depilação a laser.

 

Dúvidas frequentes

Uma pessoa que tem poucos pelos ou pelos claros pode fazer apenas uma sessão para ter um bom resultado?

R: A dermatologista alerta que isso é um mito, pois pessoas com os pelos mais claros não têm bons resultados com a depilação a laser. Isso ocorre porque o laser de iodo funciona como se tivesse uma afinidade pela melanina e a maior concentração de melanina no pelo está no bulbo. Se o pelo for clarinho, ele possui menos melanina e com isso não vai atrair tanto o laser. Então fica mais difícil de retirar. “O ideal é que o pelo esteja grosso e preto e a pele seja clara. Quanto mais clara a pele, maior é a fluência que eu posso utilizar. Quanto mais preto e grosso é o pelo, mais ele vai captar o laser para a destruição do bulbo e a retirada desse pelo de forma definitiva”, indica.

Que tipo de pele sofre mais risco de ter manchas?

R: Para a dermatologista Teresa Noviello, as peles mais indicadas são as mais claras, pelos mais pretos e grossos. Então, peles morenas ou que estão bronzeadas, são peles que possuem uma maior quantidade de melanina. Sendo assim, tem uma maior probabilidade de ter manchas e até mesmo queimaduras.

Durante o tratamento, a pessoa pode se depilar?

R: “Não pode depilar com cera, pinça ou linha. Qualquer aparelho ou método que retire o pelo até o bulbo. A pessoa pode raspar ou cortar o pelo, durante as sessões de depilação. Mas ela vai percebendo na primeira sessão que já ocorre uma diminuição na velocidade de crescimento do pelo”, completa Teresa.

 

Possíveis complicações/riscos

Podem ocorrer hiperpigmentação e hipopigmentação (manchas escuras e claras), dor, vermelhidão, hipertricose paradoxal (o crescimento repentino dos pelos, ao invés de sua redução), irritação, coceira e formação de pequenas feridas na pele. Nesses casos o médico pode recomendar corticoides de uso local, hidratantes e antialérgicos. Caso a técnica aplicada não seja adequada, há o risco de queimaduras.

 

Resultados da depilação a laser

Os efeitos são vistos desde as primeiras sessões, pois a cada sessão o paciente pode observar uma área de falha de crescimento dos pelos. As áreas que melhor respondem ao tratamento são virilha, axila, barba e perna. O buço, por ter pelos muito finos, e o dorso masculino, por ter espessura maior da pele, são as áreas em que os resultados se perdem mais facilmente. O pelo fino atrai pouco a energia do laser e a espessura da pele dificulta a chegada da energia ao pelo.

“A dica que eu deixo é sempre ter uma avaliação com um dermatologista, com uma pessoa que realmente entenda e possa diagnosticar sua pele e seu pelo, para te indicar da melhor maneira possível o números de sessões e o laser específico. É sempre bom conhecer a clínica, conhecer a manutenção dos aparelhos. Isso tudo é muito importante para que se tenha um resultado eficaz e satisfatório”, disse Teresa Noviello.

 

Por que os pelos podem voltar?

Existem células chamadas stem cells (ou células totipotenciais) que podem produzir um novo pelo. Estas células não morrem durante a depilação a laser pois não possuem melanina, a substância responsável pela captação da energia. Algumas alterações hormonais – causadas pela gravidez, o início da menstruação e o uso de medicações – podem estimular essas células a originar novos pelos. Segundo a literatura, pode ser esperada uma redução de 74 a 84% dos pelos a longo prazo (em média 18 meses)”, explica Dra Isabel Martinez ,membro da Academia Americana de Laser e diretora da clínica Martinez.

 

Depilação com Laser X Depilação com Luz Intensa Pulsada

A fotodepilação com luz intensa pulsada (LIP) é menos agressivo para a retirada dos pelos e, de acordo com tipo de pele, da espessura do pelo e da tonalidade do fio é possível graduar a intensidade do espectro de luz. Em contrapartida, o laser emite energia específica para o pelo, portanto não atinge a pele e podem ser usadas energias mais altas e mais eficientes na destruição do pelo.

 

Preço

Cada sessão custa entre 150 e 1000 reais. *

*Valores pesquisados em junho de 2018, sujeitos à alteração.

Contato

Tel: (11) 3042-6069
Email: [email protected]

Medicina Diagnóstica Dr. Luiz Teixeira
Av. Paulista, 1079 – Bela Vista – SP
CEP 01310-200

Nossa Rede Social